Organizadores do evento debaterão a importância da assistência, a maior qualificação dos prestadores e a escassez de profissionais durante em evento, que será realizado em setembro
É incontestável a importância que os serviços de assistência adquiriram junto ao seguro. Dentro dessa jornada de mais de 30 anos acoplada ao seguro, a assistência passou por diferentes fases.
Até então reconhecida dentro do seguro auto, durante a pandemia em 2020, causada pela Covid-19, o seguro residencial conquistou espaço, inclusive em decorrência dos serviços das assistências.
“Esse é um mercado muito novo no Brasil. O brasileiro está se acostumando a utilizar a assistência residencial. Ele começou a usar na pandemia e gostou. Hoje, o cliente compra o seguro residencial compra não somente pela cobertura mas pela quantidade de assistências que ele terá durante o ano. O perfil mudou. É um mercado em ascensão”, diz Carlos Henrique Cordeiro Rocha, diretor de Estratégia e Comunicação do Evento Residencial Brasil e fundador da CW Assist.
A verdade é que, com a ascensão da prestação de serviços, surgem também os desafios. Um deles é a maior profissionalização e a outra é a escassez de mão de obra.
“Como gestores de empresas prestadoras de serviços percebemos uma diversidade dentro do ecossistema. A assistência 24 horas cresceu dentro das seguradoras e percebemos a necessidade de nos organizarmos e nos profissionalizarmos”, destaca Cecilia Kurihara Lima, diretora de Operações e Experiência e cofundadora e diretora da Premium Serviços do Brasil.
“Os prestadores não têm incentivo para atender no residencial e estão procurando outras formas de ganhar dinheiro sem a assistência, seja no atendimento particular ou outras áreas”, ressalta Marcos Rodrigues da Silva, diretor de Relações Institucionais e Patrocínios e CEO do Grupo HMS.
Cecilia, Rocha e Silva são fundadores de empresas prestadoras de serviços de assistência, com mais de 25 anos de mercado, que têm em comum a preocupação da sustentabilidade das prestações de serviços disponíveis nas assistências nas apólices de seguros.
Inclusive, como qualificar e melhorar o mercado de assistências foi o motivador da criação do Evento Residencial Brasil, realizado pela primeira vez em 2024, que reuniu mais de 30 empresas prestadoras de serviços. No ano seguinte, o volume subiu para mais de 200 participantes e, neste ano, a organização pretende ultrapassar 300 profissionais.
O futuro da assistência
“Juntos, semeando o futuro da assistência residencial” é o tema central do evento que será realizado neste ano de 25 a 27 de setembro no Hotel Terras Altas Resort & Convention Center localizado em Itapecerica da Serra, em São Paulo.
“O objetivo é trazer a assistência e o gestor do prestador para discutir o futuro da assistência. Hoje o Evento Residencial é um organismo de união porque nós unimos as grandes assistências com o prestador dela da ponta. A reunião consiste em trazer conteúdo”, explica Rocha.
Na programação do encontro estão temas como reforma tributária, novas oportunidades e desenvolvimento sustentável, os desafios do empreendedor brasileiro, além da apresentação de importantes empresas de assistência 24 horas como Mawdy, Redion, Tempo e Autem.
“É o caso do eletricista que virou empresário porque tem um CNPJ, mas não tem o perfil de empresário. Ele tem muito mais o perfil profissional do que gestor. O propósito é melhorar esse mercado preparando-os por meio do compartilhamento de informações”, exemplifica Cecilia.
Segundo Silva, a escassez de mão de obra na prestação de serviço é um ponto a ser debater no evento com as seguradoras e as assistências. “Queremos evitar a situação de não ter quem realize a assistência. Precisamos discutir como incentivar os jovens a ingressar nesse mercado e também como estimular aqueles que já trabalharam a retornar. Muitos saíram para ser motorista de aplicativo porque não era vantajoso. Hoje a nossa maior dificuldade é contratar mão de obra. Precisamos discutir juntos e entender como melhorar esse cenário”.
Os interessados em participar do evento podem obter mais informações direto com os organizadores.
Fonte: Revista Cobertura































