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Com 8 em cada 10 famílias endividadas, especialistas alertam para o risco financeiro da perda de renda

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Alta do endividamento aumenta a vulnerabilidade das famílias diante de imprevistos como morte, doença ou afastamento do trabalho e reforça a importância de ferramentas que protejam o básico do dia a dia
O Brasil registra um novo recorde de endividamento das famílias, mas um aspecto ainda pouco discutido preocupa especialistas: o impacto que a perda repentina da renda pode ter sobre lares que já convivem com o orçamento comprometido. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 81,6% das famílias brasileiras estavam endividadas em maio, o maior percentual da série histórica. Ao mesmo tempo, 29,9% já possuem contas em atraso, enquanto 17% se consideram muito endividadas.
Nesse cenário, eventos como uma doença grave, um acidente, a invalidez ou a morte do principal provedor podem desencadear um efeito em cascata, comprometendo a capacidade de pagamento de despesas essenciais, como financiamento da casa, aluguel, mensalidades escolares e contas básicas.
“Quanto mais endividada a família, mais a necessidade de ter uma ferramenta que proteja o dia a dia básico dela”,afirma Rafael Carvalho, CEO da Aegis Consultoria. destaca Carvalho.
Segundo ele, embora a educação financeira e a formação de uma reserva de emergência sejam fundamentais, nem sempre elas são suficientes para proteger a família diante de eventos de maior impacto. Nesse contexto, instrumentos de proteção financeira, como o seguro de vida, ganham relevância por oferecer suporte financeiro em situações que afetam diretamente a capacidade de geração de renda.
“Muitas pessoas ainda associam o seguro de vida exclusivamente à indenização por morte. No entanto, os produtos evoluíram e hoje podem incluir coberturas para invalidez, doenças graves e incapacidade temporária para o trabalho, ajudando a preservar o equilíbrio financeiro da família justamente no momento em que ela mais precisa”, explica.
Os dados da CNC mostram ainda que o cartão de crédito responde por 84,6% das dívidas das famílias brasileiras, evidenciando a elevada dependência do crédito para manter o consumo e equilibrar o orçamento. Para o especialista, isso torna ainda mais importante discutir mecanismos capazes de evitar que um imprevisto resulte em um ciclo ainda maior de endividamento.
“O seguro não substitui o planejamento financeiro, mas faz parte dele. Em um país onde oito em cada dez famílias já possuem algum tipo de dívida, proteger a renda passa a ser tão importante quanto controlar os gastos ou investir para o futuro”, considera.
O avanço do endividamento mostra que o debate sobre educação financeira precisa evoluir para uma visão mais ampla de planejamento patrimonial, incorporando estratégias de proteção da renda. Em um cenário de maior vulnerabilidade econômica, a capacidade de enfrentar imprevistos sem recorrer a novas dívidas pode ser determinante para preservar a estabilidade financeira das famílias.
FONTE: COMPLIANCE COMUNICAÇÃO

Fonte: Revista Cobertura

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