Crescimento do comércio eletrônico amplia a circulação desses veículos nos grandes centros
Os roubos e furtos de veículos utilitários registraram aumento de 17,5% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano, de acordo com levantamento do Grupo Tracker, maior empresa de rastreamento e monitoramento de veículos do Brasil. Em relação ao segundo trimestre de 2025, a alta foi de 0,9%.
O crescimento acompanha a maior utilização desse tipo de veículo nas operações urbanas de distribuição. Com a expansão das compras pela internet, os utilitários passaram a desempenhar papel estratégico no abastecimento dos grandes centros, substituindo, em muitos casos, caminhões de maior porte. Além de terem circulação permitida em áreas com restrições ao transporte pesado, conseguem acessar ruas e regiões onde veículos maiores encontram limitações operacionais.
“Os utilitários se tornaram peças fundamentais na logística urbana e permanecem mais tempo em circulação nas cidades, realizando entregas ao longo de todo o dia. Esse cenário amplia a exposição aos roubos e furtos. Ao mesmo tempo, a escassez e o alto custo de peças automotivas novas seguem alimentando o mercado ilegal, tornando esses veículos alvos frequentes das quadrilhas”, afirma o gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, Vitor Corrêa. Ele destaca ainda que as organizações criminosas atuam de forma cada vez mais estruturada e utilizam diferentes estratégias para subtrair os veículos.
Crimes acompanham a atividade logística
Os dados do Boletim Tracker-Fecap mostram que o comportamento dos criminosos acompanha a rotina da atividade econômica. As ocorrências vêm se concentrando cada vez mais entre terça-feira e sexta-feira, período de maior circulação de mercadorias.
Em 2025, esses dias representaram cerca de 79% dos registros. No início de 2026, essa concentração aumentou para aproximadamente 82%, com destaque para quartas e quintas-feiras, que lideram o volume de ocorrências. Já os finais de semana apresentam baixa incidência, especialmente aos domingos, responsáveis por cerca de 2% dos casos.
O levantamento também aponta uma mudança geográfica na atuação das quadrilhas. Os crimes vêm migrando para cidades do entorno das regiões metropolitanas, corredores logísticos e bairros periféricos, acompanhando a expansão das operações de distribuição e da movimentação de mercadorias.
Para o Grupo Tracker, “esse comportamento reforça a necessidade de investimentos em tecnologias de rastreamento e monitoramento, capazes de ampliar as chances de localização e recuperação dos veículos, além de fornecer inteligência para apoiar as ações das forças de segurança”, finaliza Vitor Corrêa.
FONTE: DOC PRESS Comunicação
Notícias relacionadas:
Roubo e furto de cargas caem no Estado de São Paulo, mas crime muda de perfil e bandidos visam produtos de maior valor
Fonte: Revista Cobertura


























