Encontre tudo sobre seguros e planos de saúde!

quinta-feira, setembro 10, 2026 14:49
Edit Template

Pesquise por Notícias ou Artigos em todo o site.

Edit Template
Edit Template

Pesquise por Notícias ou Artigos em todo o site.

Edit Template

Seguros > Notícias

Resseguro: entre a pressão por crescimento e a disciplina de subscrição

Resseguro: entre a pressão por crescimento e a disciplina de subscrição Artigos,assessorias em seguros,Corretor de Seguros,lucro líquido,Mercado de Seguros,Newe Seguros,planos de saúde,Proteção veicular,resseguro,Rodrigo Motroni,seguradoras,seguro,Seguros

O mercado de resseguros vive um período de forte competição. A capacidade disponível é elevada, especialmente nos segmentos de Property & Casualty (P&C), enquanto a geração de novos negócios encontra obstáculos em um ambiente econômico marcado por juros altos e menor disposição para investimentos. Com menor quantidade de projetos entrando no mercado, a disputa pela carteira existente se intensifica e coloca pressão sobre preços e condições, numa verdadeira “guerra de taxas”.
Rodrigo Motroni
Segundo levantamento da Howden Re, uma das principais corretoras globais de resseguros, as taxas ajustadas ao risco caíram 14,7% nas renovações de janeiro de 2026 no segmento de property catástrofe, 16,5% na retrocessão de property e entre 15% e 20% no mercado global de resseguro direto e facultativo.
Esse movimento soft, no qual a oferta de capacidade supera a demanda, acirra a disputa por negócios, tornando um ambiente cada vez mais competitivo. A consequência mais visível é a pressão sobre as taxas, que em alguns casos chegam a níveis preocupantes. Para as empresas, surge uma questão importante. Até que ponto vale reduzir preço e flexibilizar condições para conquistar ou manter uma conta?
A resposta passa pela disciplina de subscrição. Afinal, em períodos de capacidade restrita, a própria dinâmica do mercado impõe uma seleção mais rigorosa dos riscos. Quando há capacidade sobrando, a pressão comercial aumenta e pode levar a decisões diferentes. O desejo de crescer, preservar participação de mercado ou conquistar uma nova conta pode fazer com que critérios técnicos sejam flexibilizados. E isso é um erro que pode custar caro no futuro.
O problema é que uma carteira pode apresentar bons resultados comerciais no curto prazo e revelar seus problemas apenas quando os sinistros chegam. Em resseguro, volume não é, necessariamente, sinônimo de qualidade. O resultado de uma operação depende da capacidade de avaliar corretamente o risco, precificar sua exposição e entender como ele se comporta dentro de toda a carteira.
Essa análise se tornou ainda mais importante diante da mudança no perfil dos riscos segurados. Eventos climáticos extremos, por exemplo, têm mostrado que perdas consideradas pouco prováveis podem ocorrer de forma simultânea em diferentes regiões e setores. Centros internacionais de meteorologia indicam alta probabilidade de um evento forte ou super El Niño entre o final de 2026 e o início de 2027, aumentando os riscos nesse segmento.
É justamente quando o mercado fica mais competitivo que a disciplina de subscrição precisa ser ainda mais preservada. Isso não significa adotar uma postura excessivamente conservadora ou deixar oportunidades de lado. Mas saber quais riscos fazem sentido para a carteira, qual preço remunera adequadamente a exposição assumida e quais condições precisam ser mantidas para que uma operação continue sustentável a longo prazo.
Recusar um negócio pode significar abrir mão de receita no curto prazo, mas aceitar uma operação inadequadamente precificada pode comprometer o resultado por anos. Por isso, o desafio é distinguir crescimento saudável daquele que apenas aumenta o tamanho da carteira sem gerar retorno compatível com o risco.
É fundamental ter resiliência para manter critérios técnicos mesmo quando a pressão comercial aumenta. O ciclo atual não será permanente e, quando as condições se inverterem, a qualidade das carteiras construídas durante o período de competição será determinante. As empresas que preservarem seus critérios técnicos terão melhores condições de enfrentar uma eventual deterioração dos resultados e aproveitar a retomada das taxas.
Rodrigo Motroni, presidente executivo de Riscos e Operações da Newe Seguros
Notícias relacionadas:
Setor de seguros e resseguros tem desempenho em ESG aferido em anuário nacional sobre o tema

Fonte: Revista Cobertura

Anterior
Próxima

Notícias recentes: