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quarta-feira, agosto 26, 2026 07:05
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Seguros > Notícias

Levamento revela modelos de motos mais roubadas e furtadas em SP no 1º quadrimestre

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Estudo do Centro de Estudos em Economia do Crime (CEEC) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) lista os modelos de motocicletas com mais ocorrências de roubos e furtos no estado de São Paulo no primeiro quadrimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
O modelo HONDA/CG 160 FAN ficou na 1ª posição do ranking com 1.352 casos, mesmo sendo registrada uma redução de -27,5% nas ocorrências. O modelo HONDA/CG 160 TITAN teve uma alta de +14,2% com 965 ocorrências computadas; enquanto a HONDA/CG 160 START ficou com a 3ª posição com 639 registros, uma queda de -12,9%. Em contrapartida, um crescimento estatístico expressivo de +106,9% foi apresentado pelo modelo MOTTU/SPORT 110I, que saltou de 87 para 180 ocorrências.
Evolução no primeiro quadrimestre de 2026 x 2025
Ranking
Modelo
2026
2025
Var.%
Posição em 2025

HONDA/CG 160 FAN
1352
1865
-27,5%


HONDA/CG 160 TITAN
965
845
14,2%


HONDA/CG 160 START
639
734
-12,9%


YAMAHA/FZ25 FAZER
228
321
-29,0%


HONDA/CB300F TWISTER ABS
195
104
87,5%
21º

MOTTU/SPORT 110I
180
87
106,9%
27º

HONDA/PCX 150
160
181
-11,6%


HONDA/ELITE 125
128
126
1,6%
16º

HONDA/CG 150 TITAN KS
109
129
-15,5%
15º
10º
HONDA/CG 160 CARGO
93
141
-34,0%
12º
11º
HONDA/XRE 190
90
100
-10,0%
24º
12º
HONDA/CB300F TWISTER CBS
87
47
85,1%
45º
13º
YAMAHA/XTZ250 LANDER
85
215
-60,5%

14º
HONDA/CG150 FAN ESDI
83
124
-33,1%
17º
15º
YAMAHA/YBR150 FACTOR ED
81
106
-23,6%
20º
16º
HONDA/CG 160 FAN ESDI
81
141
-42,6%
13º
17º
HONDA/XRE 300 ABS
80
160
-50,0%
10º
18º
HONDA/XRE 300
80
139
-42,4%
14º
19º
HONDA/CBX 250 TWISTER
79
103
-23,3%
22º
20º
HONDA/CG 150 FAN ESI
79
86
-8,1%
29º
21º
HONDA/CG 125 FAN KS
75
110
-31,8%
18º
22º
HONDA/NXR160 BROS ESDD
75
161
-53,4%

23º
YAMAHA/MT03 ABS
74
108
-31,5%
19º
24º
H/HONDA 150
74
168
-56,0%

25º
H/HONDA
72
213
-66,2%

26º
YAMAHA/XTZ 250 LANDER
69
17
305,9%
90º
27º
HONDA/CG 125 FAN
69
89
-22,5%
26º
28º
HONDA/POP 110I ES
68
10
580,0%
130º
29º
HONDA/CB 300R
67
156
-57,1%
11º
30º
HONDA/BIZ 125
62
87
-28,7%
28º
Fonte: SSS/SP – Elaboração: FECAP
O modelo MOTTU\SPORT 110I ocupa uma posição relevante quando analisado o número de emplacamentos desta moto no Brasil. Ela é fabricada pela empresa indiana TVS Motor Company e chegou ao País em 2022 por meio de uma startup de aluguel de motos. Além de aparecer na estatística de roubos e furtos, ela também apresenta destaque ao ocupar uma posição anteriormente ocupada por empresas tradicionais no Brasil como a Yamaha.
Número de motos emplacadas no Brasil em 2026
Ranking
Modelo
Março
Abril
Var.%

HONDA/CG 160
47.964
46.949
-2,1%

HONDA/BIZ
25.946
23.449
-9,6%

HONDA/POP 110I
24.639
23.372
-5,1%

HONDA/NXR160
17.611
17.429
-1,0%

MOTTU/SPORT 110I
10.185
9.764
-4,1%

YAMAHA/YBR 150
7.092
6.758
-4,7%

HONDA/CB 300F
6.498
5.913
-9,0%

HONDA/XRE 190
5.457
5.064
-7,2%

HONDA/PCX 160
4.970
4.814
-3,1%
10º
YAMAHA/FAZER 250
4.232
3.967
-6,3%
11º
YAMAHA/XTZ 250
3.918
3.900
-0,5%
12º
HONDA/XRE 300
4.013
3.883
-3,2%
13º
SHINERAY/SHI 125
3.958
3.864
-2,4%
14º
YAMAHA/FAZER 150
3.850
3.376
-12,3%
15º
HONDA/ELITE 125
3.166
2.664
-15,9%
16º
SHINERAY/SHI 175
2.899
2.556
-11,8%
17º
YAMAHA/CROSSER 150
2.726
2.439
-10,5%
18º
YAMAHA/AEROX 160
2.284
2.243
-1,8%
19º
YAMAHA/NMAX
1.949
1.944
-0,3%
20º
HONDA/ADV 160
1.918
1.764
-8,0%
21º
SHINERAY/SHI 150
1.643
1.431
-12,9%
22º
HONDA/XR 300L
1.552
1.376
-11,3%
23º
YAMAHA/YZF R15
1.265
1.164
-8,0%
24º
AVELLOZ/AZ1
1.370
1.152
-15,9%
25º
HAOJUE/DK160
1.117
1.106
-1,0%
26º
AVELLOZ/AZ160
1.223
1.010
-17,4%
27º
YAMAHA/MT03
876
890
1,6%
28º
SHINERAY/XY 125
1.170
798
-31,8%
29º
BAJAJ/DOMINAR D400
777
784
0,9%
30º
SHINERAY/SHI 250
654
775
18,5%
Outros
11.037
10.754
-2,6%
 
Total Geral
207.959
197.352
-5%
Fonte: www.fenabrave.org.br, 2026.
 
Locais com mais ocorrências
A análise da FECAP revela também os locais com mais ocorrências. Foram identificados altas abruptas em logradouros que antes apresentavam baixa incidência, destacando-se a Avenida Presidente Wilson (com alta estatística de 1200%), a Rua Alexandre Dumas (+700%) e a Rua Platina (+500%).
Apesar de ser uma região associada à forte concentração de comércio de peças e desmanches, uma redução de -39,3% foi apresentada na Avenida Sapopemba. A estabilidade de casos foi mantida na Rua Voluntários da Pátria (0,0%) e na Rua Padre Adelino (0,0%), enquanto uma queda acentuada de -75,0% foi sofrida pela Rua Vergueiro no início de 2026.
A manutenção de altos percentuais de ocorrência em certas vias está em linha com as análises anteriores, sendo explicado pela localização desses logradouros nas regiões Norte, Sul e Leste, que concentram historicamente o maior volume de furtos e roubos de motos.
Vale destacar que nesse tipo de crime, há o comportamento “flutuante”: é natural que alternâncias no posicionamento das ruas sejam explicadas pelo deslocamento constante de infratores e vítimas entre diferentes ruas da cidade.
Evolução por logradouro no primeiro quadrimestre de 2026 x 2025
Ranking
Logradouro
2026
2025
Var.%
Posição em 2025

VEDAÇÃO DA DIVULGAÇÃO DOS DADOS RELATIVOS

475
260
82,7%


AVENIDA SAPOPEMBA
17
28
-39,3%


ESTRADA DO ALVARENGA
14
10
40,0%
25º

ESTRADA DO M’BOI MIRIM
14
23
-39,1%


AVENIDA MINISTRO PETRONIO PORTELA
14
7

100,0%
52º

AVENIDA PRESIDENTE WILSON
13
1

1200,0%
2749º

RUA AMADOR BUENO
13
7

85,7%
49º

RUA ROBERT BOSCH
11
14
-21,4%
11º

RUA VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA
11
11
0,0%
16º
10º
AVENIDA DAS NAÇÕES UNIDAS
11
18
-38,9%

11º
AVENIDA MICHIHISA MURATA
11
4

175,0%
163º
12º
AVENIDA SENADOR TEOTÔNIO VILELA
10
5

100,0%
87º
13º
RUA VOLUNTARIOS DA PATRIA
9

6
50,0%
53º
14º
RUA PEDRO DE TOLEDO
9

2
350,0%
308º
15º
RUA ANTONIO DE OLIVEIRA
9

16
-43,8%

16º
AVENIDA PARADA PINTO
9

3
200,0%
272º
17º
RUA PADRE ADELINO
8

8
0,0%
31º
18º
RUA TITO
8

3
166,7%
185º
19º
AVENIDA VILA EMA
8

10
-20,0%
26º
20º
AVENIDA MENOTTI LAUDISIO
8

6
33,3%
64º
21º
AVENIDA CUPECÊ
8

4
100,0%
161º
22º
RODOVIA FERNÃO DIAS
8

5
60,0%
91º
23º
RUA ALEXANDRE DUMAS
8

1
700,0%
2812º
24º
RUA MIGUEL YUNES
7

5
40,0%
73º
25º
RUA SARA DE SOUZA
7

2
250,0%
335º
26º
RUA MAESTRO CARDIM
7

12
-41,7%
13º
27º
RUA ANGELO DE CANDIA
7

8
-12,5%
33º
28º
RUA CAVOUR
7

15
-53,3%

29º
RUA VERGUEIRO
6

24
-75,0%

30º
RUA PLATINA
6

1
500,0%
962º
Fonte: SSS/SP – Elaboração: FECAP
 
Total de ocorrências diminuiu
O período de janeiro a abril de 2026 apresentou redução na variação de ocorrências: uma queda de -19,5% no total geral (reduzindo de 11.187 para 9.007 casos) foi verificada no primeiro quadrimestre, em relação ao mesmo período de 2025.
Comparativo Roubo e Furto no primeiro quadrimestre de 2026 x 2025
Ocorrência
2025
2026
Var.%
Furto
8144
6917
-15,1%
Roubo
3043
2090
-31,3%
Total Geral
11187
9007
-19,5%
Fonte: SSS/SP – Elaboração: FECAP
Os roubos de motos diminuíram -31,3% (caindo de 3.043 para 2.090 ocorrências), enquanto os furtos de motos reduziram -15,1% (recuando de 8.144 para 6.917). A queda foi considerada perceptível em todos os meses do período analisado.
Evolução no primeiro quadrimestre de 2026 x 2025
Mês
2025
2026
Var.%
Janeiro
2915
2380
-18,4%
Fevereiro
2704
2101
-22,3%
Março
2884
2449
-15,1%
Abril
2684
2077
-22,6%
Total Geral
11187
9007
-19,5%
Fonte: SSS/SP – Elaboração: FECAP
Segundo o pesquisador responsável pelo levantamento, professor Erivaldo Vieira, embora em números absolutos o Estado ainda apresente um valor elevado de ocorrências, uma tendência de queda de ocorrências de roubos e furtos de motos vem sendo verificada desde 2024.
Um dos motivos da redução pode ser em virtude da sazonalidade no setor de varejo: é comum o setor varejista brasileiro sofrer uma queda em suas vendas após o período no carnaval. “Esse cenário desaquece a atividade econômica de forma geral impactando, por exemplo, a comercialização de peças para reposição, o volume de entregas em domicílio e demais movimentações nas cidades que implicam em redução na circulação de motos”, afirma Vieira.
O pesquisador frisa que o furto é consolidado como a dinâmica delitiva padrão do setor, uma vez que a prática de furto se manteve maior do que a prática de roubo em todo o período, apesar das reduções obtidas.
Os números permitem definir três eixos fundamentais delineados:
Modelo populares/trabalho: veículos utilitários de baixa cilindrada (como a linha Honda CG160 e Mottu) são estabelecidos como alvos prioritários;
Pólos econômicos metropolitanos: regiões comerciais de maior poder aquisitivo (Santo Amaro, Santana e Tatuapé) são apontadas como os principais focos de delitos na capital;
Movimento de interiorização: embora a maior fatia dos números seja retida na Capital, aumentos expressivos foram registrados em cidades do interior e em cidades limítrofes (como Limeira e Taboão da Serra), o que sinaliza uma possível migração da atividade criminosa.
Metodologia da pesquisa
O levantamento da FECAP é feito com base nos dados de boletins de ocorrência registrados em todas as delegacias do Estado de São Paulo. Os números apresentados sobre roubos e furtos de motocicletas representam uma estimativa baseada nos registros oficiais disponíveis e, portanto, são inferiores ao total real de ocorrências.
Isso ocorre porque, para garantir a qualidade e a confiabilidade das análises, nossa metodologia exclui registros sem identificação da placa do veículo, ocorrências duplicadas e cadastros que apresentam inconsistências ou erros de preenchimento.
Além disso, é importante considerar que parte dos roubos e furtos de motocicletas não é registrada pelas vítimas junto às autoridades policiais, fenômeno conhecido como subnotificação. Dessa forma, os dados divulgados não correspondem à totalidade dos crimes efetivamente ocorridos.
Apesar dessas limitações, a metodologia empregada assegura uma base de dados consistente e suficientemente robusta para a análise estatística e o acompanhamento das tendências da criminalidade ao longo do tempo. Assim, os resultados permitem identificar a evolução do fenômeno e subsidiar análises técnicas com elevado grau de confiabilidade.
Vale salientar ainda que os campos que podem levar à identificação de pessoas são protegidos de acordo com o art. 31 da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), garantindo a privacidade e a proteção de dados pessoais. Assim, não são disponibilizados endereços, nomes ou quaisquer outros dados pessoais relacionados aos registros de ocorrência. Nesse sentido, muitas das informações que poderiam elucidar o detalhamento desta análise estão protegidas por lei.

A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) é referência nacional em Educação na área de negócios desde 1902. A Instituição proporciona formação de alta qualidade no Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), Graduação, Pós-graduação, MBA, Mestrado, Extensão e cursos corporativos e livres. Diversos indicadores de desempenho comprovam a qualidade do ensino da FECAP: nota 5 (máxima) no ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e no Guia da Faculdade Estadão Quero Educação 2021, e o reconhecimento como melhor centro universitário do Estado de São Paulo segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), do Ministério da Educação. Em âmbito nacional, considerando todos os tipos de Instituição de Ensino Superior do País, a FECAP está entre as 5,7% IES cadastradas no MEC com nota máxima.
FONTE: FECAP – Assessoria de Imprensa

Fonte: Revista Cobertura

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