Maior reparabilidade dos aparelhos pode alterar decisões entre reparo, substituição e indenização após um sinistro
A discussão sobre o direito ao reparo pode produzir efeitos que vão além da sustentabilidade e da relação entre fabricantes e consumidores. O PL 3.190/2026, apresentado em junho de 2026, propõe regras de sustentabilidade, durabilidade e reparabilidade para dispositivos eletrônicos portáteis, incluindo smartphones, e prevê medidas relacionadas à substituição de componentes sujeitos a desgaste, como baterias. O projeto aguarda despacho do presidente da Câmara.
Para o Grupo PLL, maior BPO mobile da América Latina, a discussão também pode impactar diretamente o mercado de seguros. A empresa atua na gestão de sinistros para seguradoras e fabricantes, avaliando se os aparelhos devem ser reparados, substituídos ou indenizados.
“Quanto mais reparável for um smartphone, maior pode ser a possibilidade de recuperar um aparelho que hoje seria substituído. Isso impacta custo, prazo, disponibilidade de peças e também a sustentabilidade de toda a cadeia”, afirma Lucas Linhares, sócio-fundador do Grupo PLL.
Fatores como disponibilidade de componentes, acesso a informações técnicas, facilidade de desmontagem e viabilidade econômica do conserto influenciam a decisão tomada após um sinistro. Para o executivo, uma maior reparabilidade pode mudar não apenas o destino dos aparelhos, mas também a dinâmica de custos e prazos de toda a cadeia.
Fonte: Core Consultoria
Fonte: Revista Cobertura































