Encontre tudo sobre seguros e planos de saúde!

quarta-feira, julho 22, 2026 20:34
Edit Template

Pesquise por Notícias ou Artigos em todo o site.

Edit Template
Edit Template

Pesquise por Notícias ou Artigos em todo o site.

Edit Template

Seguros > Notícias

Estudo aponta que El Niño pode elevar produção de grãos, mas pressionar rentabilidade na América Latina

Estudo aponta que El Niño pode elevar produção de grãos, mas pressionar rentabilidade na América Latina Notícias,Allianz Research,Alliianz Trade

O fenômeno El Niño 2026-27 poderá impulsionar a produção agrícola na América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, mas o aumento da oferta de grãos e café pode não se traduzir em maior rentabilidade para os produtores. A conclusão é do estudo Super El Niño risk: more inflation in Asia, oversupply in Latin America yet little disruption in financial markets, elaborado pela Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade.
Segundo o levantamento, os efeitos do fenômeno climático tendem a favorecer as lavouras do Sul do continente, aumentando a produtividade de culturas como soja e café. Dados de eventos anteriores mostram que a produção brasileira de soja chegou a superar em até 4% a tendência de cinco anos, enquanto o café arábica registrou desempenho até 5% acima da média histórica.
Apesar desse cenário positivo para a produção, a Allianz Trade alerta que a maior oferta pode pressionar a rentabilidade do setor.
Entre os principais desafios apontados pelo estudo estão a queda dos preços das commodities agrícolas, decorrente da oferta elevada, e o aumento dos custos de armazenagem, já que a capacidade de estocagem tende a ficar mais pressionada em períodos de supersafra.
Segundo os economistas, como a demanda por alimentos cresce em ritmo inferior ao aumento da produção, o volume adicional colhido nem sempre é suficiente para compensar a redução dos preços de comercialização.
Efeitos diferentes nas regiões brasileiras
O estudo também destaca que os impactos do El Niño devem variar entre as regiões do Brasil. Enquanto o Sul tende a ser beneficiado pelo aumento da umidade, o Norte e a região amazônica enfrentam maior risco de seca.
Esse cenário coloca o Brasil, ao lado de Colômbia e Peru, entre os países latino-americanos com maior vulnerabilidade a pressões inflacionárias relacionadas ao fenômeno climático. Entre os possíveis efeitos estão impactos sobre os preços dos alimentos, a logística de transporte e a geração de energia elétrica.
Reflexos para o mercado de seguros e crédito
Na avaliação da Allianz Trade, a expansão da produção de soja e milho na América Latina pode contribuir para aliviar parte das pressões inflacionárias sobre os alimentos no cenário global, diferentemente de regiões como o Leste Asiático e a África Ocidental, que enfrentam maior risco de perdas agrícolas provocadas pela seca.
Sob a perspectiva de crédito, o estudo indica que exportadores agrícolas brasileiros tendem a apresentar melhores condições operacionais em função do maior volume produzido. Por outro lado, empresas de processamento de alimentos e intermediários podem enfrentar maior pressão financeira diante da volatilidade e da queda dos preços internacionais das commodities agrícolas.
O relatório completo, em inglês, está disponível no site allianz-trade.com.br

Fonte: Portal CQCS

Anterior

Notícias recentes: