Encontre tudo sobre seguros e planos de saúde!

sexta-feira, outubro 16, 2026 09:02
Edit Template

Pesquise por Notícias ou Artigos em todo o site.

Edit Template
Edit Template

Pesquise por Notícias ou Artigos em todo o site.

Edit Template

Seguros > Notícias

Resultado da saúde suplementar recua no 1º semestre

Resultado da saúde suplementar recua no 1º semestre Saúde e Odonto,assessorias em seguros,Bruno Sobral,Corretor de Seguros,FenaSaúde,lucro líquido,Mercado de Seguros,planos de saúde,Proteção veicular,saúde suplementar,seguradoras,seguro,Seguros

Em transmissão ao vivo, FenaSaúde apresentou análise dos dados da ANS e indicadores setoriais, apontando que a sustentabilidade do sistema segue como o principal desafio
A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) realizou nesta quinta-feira, 01/10, mais uma edição de sua transmissão online dedicada à análise de dados e indicadores do setor. Durante a live, a entidade discutiu os dados econômico-financeiros do primeiro semestre de 2026 recém-divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que confirmam a recuperação do segmento aos níveis pré-pandemia, mas já sinalizam estabilização dessa tendência e retração em indicadores cruciais. A transmissão foi conduzida por Bruno Sobral, Diretor-Executivo da FenaSaúde; Rafael Scherre, Diretor de Regulação Econômica da entidade; e João Marchi, Coordenador de Informação em Saúde Suplementar.
Bruno Sobral
O cenário permanece demandando atenção, especialmente em relação à sustentabilidade das operadoras. A margem operacional do primeiro semestre de 2026 ficou em 3,2%, ante 3,9% no mesmo período de 2025. Na comparação do resultado líquido, a queda foi de 12,2% no período, o que corresponde a uma margem líquida setorial de 6,2%, contra 7,7% registrada no ano anterior.
“Os resultados do primeiro semestre de 2026 mostram uma queda relevante de 12,2% no resultado líquido, puxada pela retração dos resultados operacionais das operadoras. Essa redução indica que a recuperação do setor ocorrida em 2025 começa a perder força. A margem operacional caiu de 3,9% para 3,2% no período, enquanto a margem líquida recuou de 7,7% no primeiro semestre de 2025 para 6,2% em 2026, sinalizando tendência de queda. Diante disso, as operadoras continuam empenhadas no esforço constante para manter custos sob controle, combater desperdícios e assegurar a sustentabilidade do sistema”, afirma Bruno Sobral, Diretor-Executivo da FenaSaúde.
O executivo destaca ainda o histórico de rentabilidade do setor, respaldado por estudo recente da LCA Consultoria. Entre 2010 e 2025, a margem líquida média do setor foi de 3,5%. No entanto, ao desconsiderar o resultado financeiro, a margem no mesmo período foi de apenas 0,6%, evidenciando a forte pressão sob a qual as operadoras operam no longo prazo.
“Isso mostra como as operadoras trabalham no limite da precificação necessária para cobrir as despesas. Com a sinistralidade do setor frequentemente superior a 80% e margens tão apertadas, é fundamental construir um ambiente de incorporação tecnológica cada vez mais baseado em evidências, além de atuar diariamente no combate rigoroso às fraudes e aos desperdícios”, reforça Sobral.
Despesas crescem acima das receitas
Os dados da ANS corroboram o alerta da entidade: houve uma retração de 10,4% no resultado operacional em relação ao primeiro semestre de 2025, enquanto o resultado financeiro registrou um salto de 10,3%. Como proporção do resultado antes dos impostos, o resultado operacional respondeu por 39%, enquanto o financeiro representou 52%. Já o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) recuou para 14%, ante os 16% registrados no fechamento de 2025. Segundo o balanço da ANS, a receita das operadoras com mensalidades somou R$ 175,8 bilhões de janeiro a junho, montante 9,6% superior ao do mesmo período de 2025. Por outro lado, as despesas assistenciais subiram 9,9%, chegando a R$ 143,0 bilhões e superando a evolução das receitas. Com isso, a sinistralidade nos planos médico-hospitalares atingiu 81,9% — um avanço de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior (81,1%).
Estabilidade na cobertura e avanços com fatores moderadores
A base de clientes registrou estabilidade no período: o setor encerrou o semestre com 53,2 milhões de beneficiários em planos de assistência médica (+0,5% ante o fim de 2025) e 37 milhões em planos exclusivamente odontológicos (+3,6%). A taxa de cobertura dos planos médico-hospitalares permanece estagnada em patamar próximo a 25% da população brasileira há mais de uma década.
Para moderar custos e aumentar o acesso, ferramentas como coparticipação e franquia vêm ganhando espaço no mercado: em 2025, 69% dos beneficiários de planos coletivos já estavam em contratos com fatores moderadores. Com base nos dados mais recentes da ANS, esses planos foram, em média, 35% mais baratos que os planos sem fatores moderadores.
Judicialização
Durante a transmissão ao vivo, a equipe técnica da FenaSaúde também analisou os dados mais recentes sobre a judicialização no setor:
O crescimento das despesas decorrentes de decisões judiciais segue impondo forte pressão sobre o setor. No fechamento do semestre, a série acumulada em 12 meses indica cerca de R$ 5,2 bilhões em despesas com indenizações judiciais, recorde histórico.
A equipe mostrou a tendência de evolução das ações judiciais em comparação com o SUS e o cenário preocupante para o futuro próximo. Na série acumulada de 4 trimestres, são 374 mil novos casos na saúde suplementar no fechamento do semestre, número que supera os 358 mil novos casos do SUS na mesma base de comparação.
Decisões que concedem coberturas sem observância à medicina baseada em evidências geram insegurança jurídica e oneram as mensalidades de todos os beneficiários. O setor reforça a importância da aplicação dos critérios estabelecidos pelo STF (ADI 7.265) para a concessão de tratamentos fora do rol. Medida equivalente aconteceu para o SUS no 2º semestre de 2024 (Temas 6 e 1234) e foi capaz de estabilizar a evolução de novos casos. O setor espera que a ADI 7.265 seja capaz de produzir efeitos semelhantes para a saúde suplementar.
Propostas para o futuro
Foram divulgadas ainda as propostas da FenaSaúde para os presidenciáveis, essenciais para a agenda da saúde suplementar:
Carta Aberta aos Presidenciáveis. Uma iniciativa conjunta da FenaSaúde e grandes setores regulados: aviação civil (ABEAR); rodovias (ABCR); saneamento (ABCON) e telecomunicações (Conexis Brasil Digital). As entidades sugeriram caminhos para que o país avance na agenda de inclusão social e desenvolvimento econômico, aumentando geração de empregos e prosperidade para os brasileiros, e chamaram atenção para o importante papel da iniciativa privada nessa trajetória, em parceria com os governos. A agenda apresentada aos presidenciáveis está organizada em dois pilares: melhoria da qualidade regulatória e fortalecimento da segurança jurídica, com redução da litigiosidade, problemas comuns aos setores econômicos representados. https://fenasaude.org.br/noticias/aviacao-rodovias-saneamento-saude-e-telecom-defendem-melhoria-no-ambiente-de-negocios-em-carta-aos-presidenciaveis
Propostas FenaSaúde para o Futuro da Saúde Suplementar Brasileira – Agenda 2027-2030. No contexto do debate de propostas aos presidenciáveis, a FenaSaúde destaca a urgência de prioridades estruturantes para a saúde suplementar: i) mais integração entre os sistemas público e privado (prontuário eletrônico unificado); ii) ampliação do acesso à saúde com responsabilidade (novos produtos de menor custo, mais acessíveis e segmentados); iii) maior racionalidade na incorporação de tecnologias em saúde (instância única e nacional responsável pela ATS); e iv) combate a fraudes e desperdícios na saúde suplementar (aperfeiçoamento da legislação aplicável e obrigatoriedade do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES). https://fenasaude.org.br/noticias/fena-saude-apresenta-propostas-para-o-futuro-da-saude-suplementar-aos-presidenciaveis
Link da transmissão: https://www.youtube.com/watch?v=J2N0jOb9HUY
FONTE:  FENASAÚDE
Notícias relacionadas:
Ministério da Saúde, ANS e Judiciário se reúnem em Curitiba para discutir o futuro da saúde suplementar

Fonte: Revista Cobertura

Anterior
Próxima

Notícias recentes: