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Tokio Marine estrutura braço social voltado à educação infanto-juvenil

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EXCLUSIVA – Falar de proteção não é apenas falar de seguro, mas é também falar sobre educação, oportunidades e sobre como pequenos e grandes gestos podem transformar a trajetória de crianças e jovens. Foi com essa proposta que a Tokio Marine Seguradora lançou oficialmente, na noite da última quarta-feira (09), o Instituto Tokio Marine Gerações Futuras, em evento realizado na Japan House, em São Paulo.
A iniciativa nasce com foco no desenvolvimento de crianças e adolescentes, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social, por meio de ações voltadas à educação, leitura, capacitação e inserção no mercado de trabalho. A proposta é ampliar projetos já desenvolvidos pela companhia e fortalecer parcerias capazes de gerar impacto social de longo prazo.
Durante a abertura, Masaaki Itakura, presidente do Instituto, destacou que a criação da entidade representa a ampliação de um compromisso histórico da seguradora com a proteção. Segundo ele, a educação é o principal caminho para que crianças e jovens descubram seus talentos e tenham novas perspectivas de futuro.
“Hoje não inauguramos somente um instituto. Hoje plantamos uma semente que vai carregar as futuras gerações”, afirmou. “Investir em pessoas, em jovens e crianças, é construir o futuro do Brasil”, completou.
Entre as ações destacadas está o ‘Programa Sementes’, que nos últimos cinco anos já treinou mais de 400 jovens, dos quais mais de 100 foram efetivados em algum emprego. O Instituto também prevê a doação de mais de 2 mil livros para crianças por meio de escolas públicas, comunidades e hospitais. As obras, vindas do Japão e traduzidas para o português, têm como objetivo despertar o gosto pela leitura, a curiosidade e o sonho.
A ocasião também contou com o painel “Como ampliar e estruturar oportunidades de educação para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade”, que discutiu o papel do governo, das empresas, das entidades e da comunidade na construção de caminhos mais efetivos para a inclusão.
Entre os convidados, Jessé Andarilho, escritor, roteirista e ativista cultural criado na comunidade de Antares, no Rio de Janeiro, contou como a literatura mudou sua própria trajetória. Fundador do Marginow, projeto que utiliza livros, cultura e arte como instrumentos de transformação social, ele defendeu que iniciativas de impacto precisam considerar a realidade de cada território. “A leitura transforma qualquer pessoa. E quem não cuida dos leitores não pode reclamar dos eleitores”, destacou.
Otávio Junior, escritor, ator e contador de histórias nascido no Complexo do Alemão, também compartilhou sua experiência com a literatura. Autor de “Da Minha Janela”, vencedor do Prêmio Jabuti em 2020, ele lembrou que encontrou seu primeiro livro em um lixão, a caminho de um campo de futebol, e que aquele encontro abriu novas possibilidades em sua vida. Para ele, a leitura é uma ferramenta de resiliência, criatividade e pertencimento.
A chefe do escritório do UNICEF em São Paulo, Adriana Alvarenga, ressaltou que o Brasil não carece de boas ideias, mas ainda enfrenta desafios para transformar iniciativas pontuais em políticas e ações de maior alcance. Segundo ela, é preciso colocar crianças e jovens no centro dos projetos, pensar em escala e articular melhor o papel de cada ator envolvido.
André Nunes, diretor de Assuntos Corporativos, Institucionais e Sindicais da CNseg, reforçou que projetos de educação voltados a públicos vulneráveis podem parecer pequenos em escala, mas têm impacto direto na vida de cada jovem alcançado. Ele citou iniciativas ligadas à educação financeira, formação em tecnologia, jovens aprendizes e permanência de estudantes vulneráveis em cursos como Ciências Atuariais.
“Às vezes a gente olha e pensa: são só 45 alunos. Mas são 45 vidas. Quando você transforma uma vida, o projeto já faz sentido”, ressaltou. Para ele, o desafio é unir esforços para que ações individuais possam transbordar e ganhar força coletiva.
José Adalberto Ferrara, diretor-presidente da Tokio Marine Seguradora, lembrou que a ideia de estruturar um projeto social mais robusto começou a amadurecer há cerca de cinco ou seis anos, a partir do desejo de oferecer oportunidades reais a jovens em situação de vulnerabilidade. Ele destacou a participação dos colaboradores da companhia no processo de formação e a possibilidade de ampliar a inserção desses jovens no próprio mercado segurador.
Segundo Ferrara, a seguradora já iniciou conversas com outras companhias para que mais empresas possam abrir portas a jovens formados por iniciativas como o Programa Sementes. “Nossa contribuição é usar essa força que estamos formando para aproveitar essa ‘garotada’ no mercado securitário e dar a eles a oportunidade do primeiro emprego”, deixou como mensagem final.
Nicholas Godoy, de São Paulo

Fonte: Revista Apólice

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